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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Lá vai eu falar de show de novo. Nada sobre Radiohead ou Sigur Rós dessa vez. Aliás, devo dizer que esse ano estão vindo bons artistas internacionais pro Brasil; Damien Rice está aterrissando e daqui a pouco é o Coldplay. Mas o post de hoje é dedicado à ilustríssima, fodástica, magnífica e deusa Alanis Morissette. A última vez que Alanis veio pra cá, se não me engano, foi em 2003 pra divulgar o álbum acústico - muito bom, por sinal. Naquela época eu não era fã. Que perda de tempo a minha! Na verdade, a primeira vez que escutei Alanis eu não devia ter mais que 12 anos. Meu pai era um apaixonado que colocava pra tocar o Jagged little pill de vez em sempre e eu, por assim dizer, não tinha como não conhecer. Eu apreciava o gosto musical dele - que me influenciou bastante na infância - mas não entendia o que ele via de mais naquela mulher de voz esganiçada. Era uma louca gritando em All I really want. Ao vivo então, eu mal conseguia olhar por muito tempo a maluca cantando e gesticulando demais com as mãos; a qualquer momento teria um ataque epilético. Pff, Alanis. Talvez a Ana tenha me ajudado a escuta-la sem julgamento, uns anos depois. Falando sério, eu não faço realmente idéia de quando e nem como passei a gostar da Alanis. Só sei que agora é irreversível. Demorei tanto pra perceber a voz, a autencididade dessa cantora, as melodias maravilhosas e as letras intensas de suas músicas. Quem nunca se identificou com pelo menos uma de suas canções? Ela fala de amor como ninguém. E de vida, guerra, luta, solidão... Ahh, Alanis. Alanis Morissette entrou na minha vida pra ficar. Por culpa dela, tive o prazer de conhecer uma pessoa linda, que jamais me deixará só e também entrou pra ficar. Acho que ela escreve pra todos nós, afinal. Como se apaixonar em Head over feet, ver nossas dualidades em Hand in my pocket, as ilusões em Simple together, esquecer alguém berrando Flinch pra si mesmo ou chorar um relacionamento com Not as we ou qualquer outra faixa do Flavors Of Entanglement, seu trabalho mais recente. Há quem sinta saudades dos tempos mais rebeldes, mas Alanis continua cantando e encantando com suas letras eternamente fortes e verdadeiras. Esse ano, o South American Tour começa dia 21 de janeiro e termina em 20 de fevereiro, abrangendo Brasil, Argentina e México. Dá pra escolher em qual estado daqui assistir ao show. É só não demorar muito, porque os ingressos estão à venda e o meu já está comprado. Chevrolet Hall, aí vou eu! "Isso não é irônico? Você não acha?" A gente acha, sim.
10:52
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Lá vai eu falar de show de novo. Nada sobre Radiohead ou Sigur Rós dessa vez. Aliás, devo dizer que esse ano estão vindo bons artistas internacionais pro Brasil; Damien Rice está aterrissando e daqui a pouco é o Coldplay. Mas o post de hoje é dedicado à ilustríssima, fodástica, magnífica e deusa Alanis Morissette. A última vez que Alanis veio pra cá, se não me engano, foi em 2003 pra divulgar o álbum acústico - muito bom, por sinal. Naquela época eu não era fã. Que perda de tempo a minha! Na verdade, a primeira vez que escutei Alanis eu não devia ter mais que 12 anos. Meu pai era um apaixonado que colocava pra tocar o Jagged little pill de vez em sempre e eu, por assim dizer, não tinha como não conhecer. Eu apreciava o gosto musical dele - que me influenciou bastante na infância - mas não entendia o que ele via de mais naquela mulher de voz esganiçada. Era uma louca gritando em All I really want. Ao vivo então, eu mal conseguia olhar por muito tempo a maluca cantando e gesticulando demais com as mãos; a qualquer momento teria um ataque epilético. Pff, Alanis. Talvez a Ana tenha me ajudado a escuta-la sem julgamento, uns anos depois. Falando sério, eu não faço realmente idéia de quando e nem como passei a gostar da Alanis. Só sei que agora é irreversível. Demorei tanto pra perceber a voz, a autencididade dessa cantora, as melodias maravilhosas e as letras intensas de suas músicas. Quem nunca se identificou com pelo menos uma de suas canções? Ela fala de amor como ninguém. E de vida, guerra, luta, solidão... Ahh, Alanis. Alanis Morissette entrou na minha vida pra ficar. Por culpa dela, tive o prazer de conhecer uma pessoa linda, que jamais me deixará só e também entrou pra ficar. Acho que ela escreve pra todos nós, afinal. Como se apaixonar em Head over feet, ver nossas dualidades em Hand in my pocket, as ilusões em Simple together, esquecer alguém berrando Flinch pra si mesmo ou chorar um relacionamento com Not as we ou qualquer outra faixa do Flavors Of Entanglement, seu trabalho mais recente. Há quem sinta saudades dos tempos mais rebeldes, mas Alanis continua cantando e encantando com suas letras eternamente fortes e verdadeiras. Esse ano, o South American Tour começa dia 21 de janeiro e termina em 20 de fevereiro, abrangendo Brasil, Argentina e México. Dá pra escolher em qual estado daqui assistir ao show. É só não demorar muito, porque os ingressos estão à venda e o meu já está comprado. Chevrolet Hall, aí vou eu! "Isso não é irônico? Você não acha?" A gente acha, sim.
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