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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
...tudo vai ser difereente. He, he. Tá, mas não é exatamente sobre isso. É que, apesar de eu não querer ser grande, eu tô crescendo. Quer dizer, não que eu não tenha crescido, afinal eu sou uma mo-ci-nha, mas eu nunca parei pra pensar de verdade no meu futuro como tenho feito agora. Completei 21 anos e 12 meses semana passada; olha como já minto idade pra preservar a criancinha que mora na minha cabeça. Ela se assusta às vezes, sabe. Minha crise dos 20 vai se prolongar pela década toda, e a dos 30 já estou prevendo. Acontece que os dois patinhos nadando na minha lagoa me fizeram ter uma espécie de insight... os patinhos, o último ano na faculdade, o TCC, o estágio que tenho que conseguir e o que vem depois disso. Eu sempre via minha vida pós-faculdade como algo tão distante, tão surreal. Como se esse dia nunca fosse chegar, e eu teria que sentar no meio fio pra pensar no que fazer dali em diante. E então descobri que traçar planos é bom. Começar pelos pequenos, pro tombo não ser muito grande caso algo fora do previsto aconteça. Olha, eu vou tirar carteira ano que vem, tenho certeza! Dirigir era algo que eu quase tinha tirado da cabeça, de tanta demora... achei que estaria fadada a morrer sufocada no transcol por um bom tempo ainda. Terei meus primeiros salários, continuarei pão-dura e não precisarei conhecer o cartão Dacasa. Quem sabe abrir uma poupança, quem sabe aplicar um dinheirinho. Posso fazer uma pós em Cinema na terra do pão de queijo e conseguir um emprego de uma vez, ou só o emprego tá de ótimo tamanho. Mas aí eu vou precisar mais do que planos. Coragem e um correr-atrás que nunca haviam aflorado tanto em mim... Uhum, tô crescendo sim. E digo isso sorrindo, porque pela primeira vez eu posso responder à famosa pergunta do "Como você se vê daqui a 5 anos?".
09:26